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Como se prevenir

Não carregue cartões de visita na carteira, principalmente aqueles que identifiquem altos cargos. Essa informação pode transformar um sequestro-relâmpago em um sequestro com cativeiro.
Não comente seus hábitos (horários, trabalho, itinerários, viagens etc.) com ninguém. Oriente sua família e seus empregados para também agirem assim.
Oriente seus filhos a não dizer “sou filho de fulano, dono…” e a não informar quem está ou não em casa.
Sempre suspeite dos telefonemas solicitando determinadas informações, como nome dos moradores, notícia sobre viagens, promessas de prêmios ou negócios em geral, interesses sobre os hábitos da casa.
Tenha muito cuidado quando contratar um empregado, tanto para a sua casa quanto para o seu trabalho.
Seja cauteloso com conhecidos recentes, sobre informações referentes a sua vida pessoal.
As quadrilhas geralmente não sequestram o responsável pela família, pois é ele quem tem acesso direto ao dinheiro e poder para movimentar mais valores em caso de necessidade. Por isso, a informação sobre os filhos e a família é tão importante para os sequestradores.
Tente sempre utilizar caminhos alternativos para ir aos locais que você mais frequenta, como o seu trabalho ou a casa de parentes. Obrigue seu motorista e obrigue-se a sempre variar o itinerário.
Procure variar dia a dia o local de estacionamento.
Estacione sempre de ré, para facilitar a saída.
Mude seus horários, sempre que possível.
Procure não chamar atenção para as suas posses. Dirija um carro comum e em bom estado. Evite exibir ou comentar publicamente os valores de seus bens ou seus planos de viagens.
Avise a polícia se você ou alguém de sua família perceber pessoas suspeitas rondando sua casa ou seu trabalho, receber telefonemas estranhos, ou se sentir sendo seguido.
Não use transporte escolar. Marque horário para buscar as crianças e obrigue-as a serem pontuais. As babás não devem usar uniformes, para que não sejam facilmente identificadas.
Informações sobre sua rotina e seus negócios devem ser restritas.
No semáforo, fique sempre a uma distância que lhe permita enxergar a roda do veículo da frente na altura do capô de seu carro. Esse é o espaço necessário em caso de fuga.
Treine como sair de um porta-malas, para o caso de ser aprisionado. Em caso de trava mecânica, treine com um grampo, arame ou canivete o levantamento da trava. Em caso de trava elétrica, identifique o caminho da fiação para poder cortá-la.
Planeje com a família o que fazer em caso de sequestro.
Não deixe anotações e nem esconda as chaves fora de casa.
Tenha muito cuidado com as suas chaves. Não dê chance a alguém de as reproduzir.
Mantenha sempre uma relação atualizada de empregados e ex-empregados, domésticos e da empresa, com respectivos endereços.

 

Se você estiver sendo seguido

Se você perceber que está sendo seguido, dê uma volta no quarteirão e verifique se o outro carro ainda está atrás de você. Mantenha a calma se o carro continuar lhe seguindo. Evite as ruas desertas ou os caminhos que você não conheça.
Procure memorizar a descrição do carro que o segue e, se possível, de seus ocupantes.
Nunca encoste no carro da frente, mantendo uma distância que lhe possibilite realizar uma ultrapassagem.
Coloque outro veículo entre você e o seu perseguidor, evitando, assim, um bloqueio de rua.
Tente chamar a atenção da polícia para o seu carro, disparando a buzina, por exemplo.
Busque abrigo ou proteção em Delegacias de Polícia ou Postos Policiais.
O que fazer se algo acontecer

Não reaja em nenhuma circunstância.
Tente ficar calmo.
Jamais tente negociar a própria liberdade com os sequestradores. Deixe que profissionais façam isso.
Jamais ameace um sequestrador.
Não fale, exceto para responder aos sequestradores ou para avisá-los sobre alguma necessidade de cuidados especiais, como remédios ou qualquer outro tratamento.
Procure obedecer a todas as exigências dos bandidos.
Não converse com outros reféns no cativeiro.
Tente observar as características físicas dos criminosos, cicatrizes e marcas, mas sem os encarar.
Não ofereça sugestões, pois o sequestrador pode interpretá-las como ordens e irritar-se.
Peça auxílio à polícia assim que for libertado.
Em caso de investida de resgate, jogue-se no chão, ponha as mãos na cabeça e não faça nenhum gesto brusco. Esteja preparado para ser revistado e possivelmente algemado. Siga corretamente as instruções da polícia.
Fonte: Serasa